the endless hope that ended
jazo, corpo frio, cama abandonada, alma inexistente
fiz me gotas de chuva que beijam a tua pele
fiz me dia e noite, neste mundo cruel
mas afinal
o ar tornou se pesado
já não sinto o teu perfume
já não sinto o teu toque
já não sinto ...
jazo ...
mãos que moldam corpos, murmúrios que se fazem na noite, paredes do próprio ser que impedem o olhar de alcançar mais além
cada vez mais duvido dos poderes do tempo, duvido dos poderes de toda e qualquer cura, que não aquela proporcionada pela tua presença ...
já não tenho braços para abraçar o mundo como outrora sonhei fazer, e infelizmente sinto que de muito pouco me adianta remar contra mais esta maré. Mais uma vez para não variar, não consigo deixar de me culpar, talvez a culpa até seja minha, ou talvez eu insista em arcar com os erros de tudo e de todos ... não sei ...
sei que sinto o nada que sempre fui tomar conta de mim, agora mais do que nunca ...
sei que quero continuar a lutar, mas estar quieto é a única atitude que me é acessível neste momento ...
sei que estas palavras, este blog, este mundo que tanto diz sobre mim nunca me conduzirá a sítio algum ...
sei que me sinto terrivelmente cansado ...
e por saber tudo isto, e muito mais, este é muito provavelmente o meu último post neste blog ...
gostei da vontade que tive de mudar o mundo e da ilusão que mais uma vez me moldou o caminho ...
o tempo dirá se voltarei ou não ... mas por agora acabou ...
já só me vejo a mim nesta relação, que pensava ser uma simbiose (quase) perfeita
embora só me traga mais lágrimas, continuo e sempre continuarei a ver te quando fecho os meus olhos
Obrigado por tudo ...

