terça-feira, dezembro 28, 2004

palavras ...

É aqui que me sento e desfruto em primeira fila o lento e voluptuoso começo do fim.
Sinto a doce dor e o pesar destas gloriosas jornadas, insistentemente cortadas por uma retirada demasiado prematura, e despojadas de toda e qualquer noção de realidade.
Continuo a cruzada por estes caminhos, agora mais sinuosos do que nunca, fingindo ignorar este cada vez mais óbvio presságio de tempestade ...
perco me ...
vivo esta mentira até ao mínimo detalhe, consumo a na totalidade ...
guardo comigo as lágrimas que nunca me abandonaram, mantendo esta sublime vontade de querer viver aquilo só vivo quando a realidade se encerra e os sonhos tomam lugar ...

espada desenbainhada, flecha disparada, escudo partido ... esperança despedaçada ...

Não me assustam os ferimentos deste corpo frio, gelado pela tua ausência, assustam me sim aqueles deixados na alma, causados por cada batalha que não ganhei.
Sei que tão pouco ganharei esta guerra, mas restam me sempre estes espectros que espelham a minha realidade de forma tão leal.


quinta-feira, dezembro 23, 2004

(des)inspiração

Finalmente consegui vençer a preguiça imposta pela chegada das férias ...
Curioso ... as palavras moram em mim, contudo não consigo encontrar uma ligação lógica entre estas ...
talvez amanhã ...

segunda-feira, dezembro 13, 2004

...

Como referiu um grande amigo :
"oportunidades são raras ... segundas são quase inexistentes"

é triste ... mas isto sim é a verdade ...

sábado, dezembro 11, 2004

diz me o que pensar ....

a minha busca ...
a busca da verdade, a busca de uma identidade ...
procuro me,
procuro te ...
e a todas as minhas partes que ainda não encontrei ...
continuo e espero continuar a possuir a força e coragem necessárias para seguir com esta incessante, e provavelmente interminável procura ...


Visualizem este cenário ... num dos poucos dias que se tem alguma disponibilidade para escrever não se sentir minimamente inspirado. É assim que me sinto ...
Como tal deixo aki um dos meus textos ....


Os dedos abalados pelo esqueçimento ressentiam se, mas pouco tempo depois fluiram ainda que lentamente, os acordes outrora fáceis e agradáveis. Agora toda aquela melodia me soava terrivelmente mal ....
Tomado pela tremenda sinuosidade dos pensamentos que me invadiam, sem o mínimo sinal de aviso dei por mim a remexer em velhas gavetas das quais pensava já ter perdido a chave. A verdade é que não a perdi, a verdade é que tudo continuava lá da maneira que tinha arrumado, esperando eu pela última vez ....
E naquele instante, dominado pelas lágrimas apoderou se de mim uma enorme vontade de modificar toda aquela melodia, de escrever tudo do princípio. Mas tal não era possível ....
Aprecio cada momento, pois triste ou feliz, cada um possui a sua própria essência, nesta estrada de sentido único que é a vida.

Eduardo Cruz
E a verdade é mesmo esta, por muito que se lute nunca se pode ir contra aquilo que se sente.
Devemos aprender da melhor maneira possível com os nossos erros e esperar pelas (segundas) oportunidades da vida.
Não perdi a chave ....
Continua tudo cá ....